• Café
    Museu da Roça
    Blog do MUR

A principal diferença entre a Bíblia Católica e a Evangélica está na quantidade de livros do Antigo Testamento. Ambas compartilham os mesmos 27 livros no Novo Testamento, mas divergem no Antigo.

A Bíblia na versão evangélica contem 7 livros a menos do que a versão católica, esses livros são do antigo testamento e são eles: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico.

Mas por quê?

O motivo que leva a ter esta diferença é que quando surgiu a reforma protestante, os reformadores que iniciaram o processo de tradução da Bíblia para as línguas modernas optaram por não colocar esses livros por serem considerados os livros apócrifos (também conhecidos como Livros Pseudocanônicos, são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) os quais não foram reconhecidos como divinamente inspirados para constarem no cânon bíblico no Cristianismo.

Basicamente duas questões importantes foram levadas em consideração. A primeira é que os judeus já rejeitavam esses livros como sendo sagrados e a segunda questão é que no novo testamento não há referência a esses livros como acontece com os demais.

livros da biblia

Para compreender essa disparidade, vamos entender o contexto histórico e as decisões que levaram a essa divergência. A Igreja Católica, ao longo dos séculos, estabeleceu seu cânon (a lista oficial de livros sagrados) com base na Tradição, nas Sagradas Escrituras e no Magistério, a fim de assegurar a autenticidade da fé e o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Na época de Jesus, o cânon da Bíblia hebraica estava em evolução, e diferentes grupos judaicos tinham visões divergentes sobre quais livros deveriam ser considerados sagrados. Os sete livros adicionais (os deuterocanônicos) foram oficializados no cânon católico durante o Concílio de Trento, no século XVI, embora já estivessem presentes na Septuaginta, uma versão grega da Bíblia usada pelos apóstolos. No entanto, os judeus fecharam seu cânon, excluindo esses sete livros, após a época de Jesus.

A Septuaginta desempenhou um papel fundamental na divergência entre as duas versões da Bíblia. Os primeiros cristãos, obedecendo à ordem de Jesus, começaram a pregar o Evangelho ao mundo. Como a língua “universal” da época era o grego, eles utilizaram a Septuaginta, uma tradução grega do Antigo Testamento, que já continha os sete livros deuterocanônicos como sua principal fonte. Isso é evidenciado por muitas citações do Antigo Testamento encontradas no Novo Testamento que correspondem à Septuaginta.

biblia sagrada

Durante o século XVI, os reformadores protestantes, alegando que a Igreja Católica havia se afastado da fé original, buscaram restaurar a “Igreja Primitiva” e rejeitaram o Magistério. Durante esse processo, eles observaram que os judeus usavam uma lista diferente de livros sagrados, com 39 livros no Antigo Testamento, em contraste com os 46 da Bíblia Católica. Isso os levou a concluir que a Igreja Católica havia acrescentado esses livros ao longo do tempo e, assim, corrompido as Escrituras.


Fonte: bibliotecacatolica.com.br
           www.evangelizacao.blog.br