Quem lembra do lanterninha de cinema, do telefonista, do ascensorista? Todas foram profissões essenciais em seu tempo. Hoje, viraram memória e desapareceram por completo, substituídas pela tecnologia.
Despertador humano
Foi uma profissão comum na Grã-Bretanha e Irlanda durante a Revolução Industrial (séc. XVIII-XIX) até meados do século XX. Esses profissionais acordavam trabalhadores, batendo nas janelas com varas longas, bambus ou soprando ervilhas com zarabatanas para garantir que chegassem no horário ao emprego.

Acendedor de postes
O acendedor de postes, ou acendedor de lampiões, foi uma profissão essencial no século XIX e início do XX, responsável por acender, apagar e manter manualmente as luminárias a gás ou querosene das ruas ao entardecer e amanhecer. Com a eletrificação e automatização, a função desapareceu.

Ascensorista
A profissão de ascensorista envolve operar elevadores para transportar pessoas e cargas com segurança, controlando andares e lotação, e zelando pelo bom funcionamento, manutenção básica e atendimento ao público em edifícios comerciais, hospitais e residenciais, sendo um profissional essencial para a segurança e conforto dos usuários, mesmo com a modernização dos elevadores.

Lanterninha de cinema
O lanterninha de cinema era um profissional clássico, popular até meados da década de 1970, responsável por guiar o público com uma lanterna até os assentos no escuro, manter o silêncio, evitar tumultos e garantir a disciplina na sala. A função foi substituída por iluminação de segurança e automação.

Arrumador de pinos de boliche
O arrumador de pinos de boliche, conhecido como pinsetter ou pinboy, era um profissional, frequentemente crianças ou jovens, que trabalhava no final das pistas de boliche no final do século XIX e início do século XX. Eles recolhiam manualmente as bolas e reposicionavam os pinos após cada jogada, um trabalho manual repetitivo que foi substituído por máquinas automáticas.

Datilógrafo
Era uma profissão fundamental antes dos computadores, focada na digitação rápida e precisa de textos em máquinas de escrever para empresas e repartições, exigindo cursos para dominar a técnica sem olhar o teclado, mas com o avanço tecnológico, a profissão declinou e praticamente desapareceu, transformando-se em habilidades de digitação para computadores, onde o profissional moderno é um operador de texto ou digitador, mantendo a expertise de velocidade e correção, mas adaptada à tecnologia atual.

Vendedor de enciclopédia
O vendedor de enciclopédia era um profissional comum entre as décadas de 1960 e 1990, que atuava de porta em porta, vestido formalmente, para vender grandes coleções de livros de conhecimento (como a Barsa). Eram conhecidos pela persuasão e alto nível de cultura para demonstrar o valor educacional dos livros, um item de alto status e essencial para pesquisas escolares antes da internet.

Telefonista
A profissão de telefonista envolve receber, transferir e registrar chamadas, sendo a voz inicial da empresa, atuando em empresas, hospitais, escolas, etc., com foco em atendimento cordial, resolução de dúvidas e suporte administrativo, utilizando sistemas e PABX.

Fotógrafo lambe-lambe
O fotógrafo lambe-lambe, popular no Brasil desde o início do século XX, é um retratista ambulante que utiliza uma câmera-laboratório de madeira em praças, parques e locais públicos para tirar e revelar fotos instantaneamente. Considerados patrimônio cultural em algumas regiões, esses profissionais democratizaram a fotografia, oferecendo retratos rápidos e acessíveis, muitas vezes usando a língua para identificar o lado da emulsão na chapa, o que originou o nome.
