
Há pelo menos 500 mil anos, os canhotos já existiam. Desde aquela época, representavam 10% da população, proporção que se mantém até hoje. Talvez por um equilíbrio de forças na evolução da humanidade: enquanto nos combates, eles se saíam melhor por atacarem do lado oposto; no convívio do dia a dia, tinham dificuldades em atividades consideradas simples.
Mas, afinal, se a maioria das pessoas faz tudo com a mão direita, por que algumas delas nascem com a esquerda predominante?
Lateralidade cerebral
A explicação está nos hemisférios do cérebro. São dois: o direito e o esquerdo. Eles controlam os movimentos do corpo de forma cruzada: o hemisfério direito controla o lado esquerdo e o hemisfério esquerdo controla o lado direito. Além disso, possuem funções específicas, processo que é chamado de lateralidade cerebral.
Quando falamos em destros e canhotos, portanto, temos que pensar no hemisfério oposto: o hemisfério dominante nos destros é o esquerdo, enquanto o dominante nos canhotos é o direito.

Por que isso acontece?
Então, o que define qual hemisfério vai ser dominante para cada pessoa, fazendo-as nascerem destras ou canhotas? Esse ainda é um dos grandes mistérios do cérebro.
Existem teorias que indicam que o canhotismo tem a ver com uma gravidez turbulenta, a idade materna ou os níveis de testosterona no organismo da mãe durante a gestação. No entanto, ninguém sabe ao certo quais fatores alteram a dominância cerebral.
O que se tem de evidências é que essa é uma característica definida ainda na gestação. Há registros da predominância do lado direito em fetos com apenas dez semanas. É algo inato, já determinado no nascimento, que costuma ser estabelecido por volta dos sete anos de idade, quando a criança começa a escrever.
A genética, inclusive, não têm grande peso. Na maioria das vezes, filhos de canhotos não serão canhotos - apenas 25% deles têm chance de serem iguais a seus pais.

Fonte: drauziovarella.uol.com.br