
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial (acima de 0,5°C acima da média). Embora ocorra periodicamente há milhares de anos, seus efeitos podem alterar padrões de temperatura, chuvas e circulação atmosférica em diferentes regiões do planeta.
Também é comum surgir a dúvida sobre qual é a diferença entre El Niño e La Niña. Ambos fazem parte do sistema climático conhecido como ENOS (El Niño-Oscilação Sul), masr epresentam fases opostas do mesmo processo. Enquanto o El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial, a La Niña corresponde aoresfriamento dessas águas.
Como o El Niño afeta as regiões do Brasil?
Os impactos do El Niño variam entre as regiões. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o fenômeno agrava a seca, o calor extremo e as queimadas. No Sudeste, favorece ondas de calor, baixa umidade e insegurança hídrica. No Sul, geralmente provoca chuvas acima da média, enchentes e deslizamentos. Em todo o Brasil, os preços dos alimentos, da água e da energia podem aumentar.

O que significa El Niño?
Segundo a agência científica NOAA, o nome El Niño surgiu há cerca de 200 anos, quando pescadores peruanos observaram que as águas do Oceano Pacífico ficavam mais quentes em determinados períodos, geralmente próximos ao Natal. Em homenagem ao Menino Jesus, eles passaram a chamar o fenômeno de “o menino” em espanhol.
Qual a relação entre El Niño e mudanças climáticas?
O El Niño está associado ao aquecimento das águas do oceano. Em um planeta mais quente devido às emissões de gases de efeito estufa (GEE), os oceanos absorvem cerca de 90% do excesso de calor gerado pela crise climática, influenciando regimes de chuva e vento, e potencializando eventos extremos.

Custo de vida: aumento no preço da comida, água, luz e transporte
A chuva intensa e a seca severa afetam a produção agrícola e pressionam o preço dos alimentos. No El Niño de 2015, por exemplo, gastos com comida subiram 12%. Seca prolongada também reduz a geração hidrelétrica e pode elevar as tarifas de energia, além de afetar a navegabilidade de rios na Amazônia, aumentando custos de frete e transporte. No Sudeste, há risco de insegurança hídrica em São Paulo semelhante a 2015, com reservatórios em níveis baixos.
Fonte: www.greenpeace.org